Na dica literária de hoje trago um livro que poderia resumir
em uma frase, ou melhor, em uma pergunta: “Could it BE any stronger?”
Pois é, diria eu que todas elas. E Apesar de tantas
similaridades, a grande divergência entre ambos é a luta que Matthew travou
contra o álcool e a adicção em medicamentos, principalmente opioides, luta essa
da qual sabemos que infelizmente ele saiu derrotado no último ano. Um assunto
delicado que permeia todos os momentos da leitura, abordado de forma bem
visceral, expondo a visão de dentro do problema e todas as consequências que
ele trouxe para a saúde física e mental do Matthew. Por esse enfoque sobre um
assunto cada vez mais necessário, vale a pena ler o livro mesmo se você nem se
interessar por nada relativo ao sitcom ou ao ator em si.
Matthew perdeu a batalha de uma vida, mesmo querendo muito
viver. Também nunca encontrou sua Monica, ou melhor, pode até ter encontrado,
mas não conseguiu viver o amor e o sonho de construir uma família como
Chandler. O medo sempre o paralisou e as drogas acabaram sendo sua companheira
de vida. Podemos dizer que o personagem teve o final feliz que o ator que lhe
deu vida sempre almejou, mas não realizou.
Bom, se você entendeu a tonalidade da pergunta que fiz no
começo desse texto, então tenho uma dica de ouro para a leitura deste livro:
caso tenha a possibilidade, leia-o em inglês. É inevitável que aquela vozinha
que faz a leitura para a gente lá dentro da cabeça seja a do próprio Matthew
(ou do Chandler?) contando para nós sua história.
E depois de ler o livro, nada melhor do que reassistir
Friends (para quem é fã) e procurar em cada episódio, temporada, gesto ou piada
o quanto do Matthew estava se desnudando ali, usando o Chandler como escudo. É
um exercício doloroso, mas crucial para entendermos tudo que Matthew quis nos
dizer contando sua história – a vida imita a arte, a arte imita a vida, e às
vezes a única maneira que conseguiremos viver o que almejamos é no imaginário.

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