A solidão é aquela amiga bipolar: às vezes é insuportável ficar no mesmo quarto que ela, outras vocês querem ficar a sós, trancados a chave. Ela pode ser o travesseiro mais macio e reconfortante para absorver as lágrimas choradas em desespero e pode também te fazer chorar até doer a cabeça e nenhum travesseiro ser confortável o suficiente para repousar. Ela te faz perceber que é capaz de ser sua própria companhia e deixá-lo em uma festa de silêncio inebriante. Outras vezes ela traz para essa mesma festa alguns convidados indesejados: a angústia, o medo, a ansiedade e a insegurança. Esses penetras não costumam ir embora tão cedo, nem mesmo com o apagar das luzes. Ela faz com que consiga compreender que você mesmo é seu melhor amigo enquanto segura suas mãos e te olha nos olhos. Logo depois, ainda segurando suas mãos, te joga em um abismo negro de pensamentos e lembranças, de todos aqueles que um dia disseram te amar ou estarem sempre ali contigo. A solidão te lembra qu...
Reflexões aleatórias, literatura, aficção por true crime, apreciação da música e da arte, coletânea de sentimentos e sensações diárias de uma alma ultrarromântica vagando por um mundo insensível. Aqui é onde me viro do avesso em palavras e imagens, desnudando meu cerne sem tirar nenhuma roupa.