A solidão é aquela amiga bipolar:
às vezes é insuportável ficar no mesmo quarto que ela, outras vocês querem ficar a
sós, trancados a chave.
Ela pode ser o travesseiro mais
macio e reconfortante para absorver as lágrimas choradas em desespero e pode
também te fazer chorar até doer a cabeça e nenhum travesseiro ser confortável o
suficiente para repousar.
Ela te faz perceber que é capaz
de ser sua própria companhia e deixá-lo em uma festa de silêncio inebriante.
Outras vezes ela traz para essa mesma festa alguns convidados indesejados: a
angústia, o medo, a ansiedade e a insegurança. Esses penetras não costumam ir
embora tão cedo, nem mesmo com o apagar das luzes.
Ela faz com que consiga
compreender que você mesmo é seu melhor amigo enquanto segura suas mãos e te
olha nos olhos. Logo depois, ainda segurando suas mãos, te joga em um abismo
negro de pensamentos e lembranças, de todos aqueles que um dia disseram te amar ou estarem sempre ali contigo. A solidão te lembra que ela é
insubstituível.

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