Não foram poucas as vezes em que, no meio de um dia ensolarado, me entorpeci pensando no porquê da chuva ser tão inspiradora para escrever. Como naqueles filmes cafonas de vampiros, o sol forte parecia desfazer quaisquer ideias, derreter os pensamentos de forma tão rápida que nem chegassem a tocar o papel. Também outras tantas vezes me dei conta do quanto já escrevi sobre a chuva em si: misturada em lágrimas, lavando a alma ou simplesmente admirando a beleza de tal fenômeno, essa temática sempre foi recorrente aos meus devaneios. Cômico dizer, dada esta introdução, que escrevo isto enquanto chove. Poderia ser mais poético? Coincidência factual ou não, aqui estou eu, ouvindo as gotas gigantes chocarem-se contra o concreto do chão do quintal, levantando o familiar cheiro de terra molhada, mesmo que terra, em si, não exista tão perto. Microbiologicamente, diriam que o petricor é causado por bactérias que vivem no solo e esporulam quando tocadas pela água. Apesar de saber trata...
Reflexões aleatórias, literatura, aficção por true crime, apreciação da música e da arte, coletânea de sentimentos e sensações diárias de uma alma ultrarromântica vagando por um mundo insensível. Aqui é onde me viro do avesso em palavras e imagens, desnudando meu cerne sem tirar nenhuma roupa.