Soa muito como um clichê externalizar o luto neste momento de consternação massiva. Muitos dirão que não adianta ficar triste, acontece, as pessoas morrem. Eu digo que adianta, sim, ficar triste. Da mesma forma que outros sentimentos, sejam bons ou ruins, o luto tem que ser vivido. Quando li a notícia ontem à noite pela primeira vez, senti meu coração parar por alguns segundos, os batimentos ficaram mais fortes e eu podia senti-los ecoando em cada parte do corpo, dizendo: "NÃO PODE SER VERDADE". Ah, negação, parceira indispensável do luto. Ousaria aqui mandar outro clichê, dizendo que eu me sinto tão triste como se tivesse falecido alguém da família, mas seria uma mentira - dependendo do familiar eu nem ficaria tão triste assim. Por quê? Pois em muitos momentos da vida, inclusive os que mais precisei e nos que mais estava sozinha, Friends foi minha série de conforto, sabe? Daquelas que a gente coloca quando quer se sentir bem, abraçada, que dá a sensação de lar. E assim...
Reflexões aleatórias, literatura, aficção por true crime, apreciação da música e da arte, coletânea de sentimentos e sensações diárias de uma alma ultrarromântica vagando por um mundo insensível. Aqui é onde me viro do avesso em palavras e imagens, desnudando meu cerne sem tirar nenhuma roupa.